DIABETES TIPO 1

​É conhecido como diabetes insulinodependente, diabetes infanto-juvenil e diabetes imunomediado. Neste tipo de diabetes, a produção de insulina do pâncreas é insuficiente pois suas células sofrem o que chamamos de destruição autoimune. Os portadores do tipo 1 necessitam injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Há risco de vida se as doses de insulina não são dadas diariamente. O diabetes tipo 1 embora ocorra em qualquer idade é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens.

O início dos sintomas é súbito e sua evolução clinica é rápida, podendo levar ao coma hiperglicêmico em poucos dias. Representa de 5% a 10% do total de quem têm diabetes.

PRINCIPAIS SINTOMAS

  • Vontade de urinar diversas vezes

  • Fome frequente

  • Sede constante

  • Perda de peso

  • Fraqueza

  • Fadiga

  • Nervosismo

  • Alteração visual (visão embaçada)

  • Mudanças de humor

  • Náusea e vômito

FATORES DE RISCO

Não se tem certeza das causas do diabetes tipo 1, logo, ele não tem como ser prevenido.

DIABETES TIPO 2

É o tipo de diabetes mais comum. Neste tipo, o pâncreas diminui a produção de insulina e/ou a insulina produzida não é bem usada pelo organismo (resistência insulínica). Ocorre geralmente após os 40 anos de idade, embora na atualidade se veja com maior frequência em jovens, devido aos maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse.

O início dos sintomas é lento e podem passar despercebidos por longos períodos, dificultando seu diagnóstico e o tratamento. É o chamado diabetes insulino-não-dependente, na sua maioria tratado com comprimidos, embora possa, às vezes, ser tratado com insulina. Representa 90% das pessoas que têm diabetes.

PRINCIPAIS SINTOMAS

  • Infecções frequentes

  • Alteração visual (visão embaçada)

  • Dificuldade na cicatrização de feridas

  • Formigamento nos pés

  • Furúnculos

FATORES DE RISCO

  • Obesidade (inclusive a infantil)

  • Hereditariedade

  • Sedentarismo

  • Hipertensão

  • Níveis altos de colesterol e triglicérides

  • Medicamentos, como os à base de cortisona

  • Idade acima dos 40 anos

  • Estresse emocional

DIABETES GESTACIONAL

É o aumento da resistência à ação da insulina na gestação, levando aos aumento nos níveis de glicose no sangue diagnosticado pela primeira vez na gestação, podendo - ou não - persistir após o parto. Futuramente, a mulher pode vir a desenvolver o diabetes tipo 2.

PRINCIPAIS SINTOMAS

O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher. Não é comum a presença de sintomas. Por isso, recomenda-se que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana (início do 6º mês) de gravidez, como está a glicose em jejum e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da  ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose. 

FATORES DE RISCO

  • Idade materna mais avançada

  • Ganho de peso excessivo durante a gestação

  • Sobrepeso ou obesidade

  • Síndrome dos ovários policísticos

  • História prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional

  • História familiar de diabetes em parentes de 1º grau

  • História de diabetes gestacional na mãe da gestante

  • Hipertensão arterial sistêmica na gestação

  • Gestação múltipla (gravidez de gêmeos)

DIABETES MODY
Maturity Onset Diabetes of the Young

É caracterizado pela produção ou ação prejudicada da insulina, decorrente de mutações em apenas um de uma série de possíveis genes. Ou seja, há uma lista de genes que, quando sofrem mutações, resultam em ação menos eficiente da insulina; caso uma pessoa apresente mutação em apenas um deles, já nascerá com o diabetes MODY.

PRINCIPAIS SINTOMAS

De maneira geral, o sintoma mais característico do diabetes MODY é a hiperglicemia, ou excesso de açúcar no sangue. Isto pode levar aos demais sintomas clássicos do diabetes. Porém, muitas pessoas que estão com este tipo de diabetes nunca chegam a apresentar qualquer outro sintoma e acabam descobrindo a hiperglicemia por acaso.

FATORES DE RISCO

Por ser tão ligado aos genes, o diabetes MODY é facilmente passado de pais para os filhos. Se um dos pais – tanto faz ser a mãe ou o pai – possuir uma das mutações que causam o diabetes MODY, há 50% de chances de um filho portar esta mutação ao nascer. Neste caso, a criança terá mais de 95% de probabilidade de desenvolver a doença.

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© 2017 por Daniela Olmos