Apenas hoje...


Não existe pessoa 100% boa ou 100% ruim, todos nós temos qualidades e defeitos. O que vou debater agora nem tem a ver só com diabetes, tem a ver com amor próprio e aceitação; tem a ver com levantar a bunda da cadeira e fazer alguma coisa para mudar o mundo ao invés de só reclamar.

Poderia fazer mais pela causa? Sim, poderia. Só fazer um blog e uma página é pouco? Sim, é pouco. Mobilizar uma galera para participar de um projeto sabendo que todos temos pontos de vistas diferentes é difícil? Sim, e muito. Por isso, estou sempre fazendo auto avaliações e vendo onde posso melhorar, como conseguir trabalhar em equipe sem magoar alguém, sem passar por cima de ninguém, mas também sem me ferir deixando que outros me ofendam ou passem por cima de mim.

Ver que mais de 1300 pessoas curtem minha página, que minhas publicações atingem até mais de 25 mil pessoas, que meu blog tem um acesso diário maior que muitos sites de clientes grandes que tenho, massageam meu ego? Sim, é claro. É o mesmo sentimento que tenho ao ver um outdoor que fiz na estrada, ao ver um livro que eu diagramei nas mãos de um leitor, ao ver uma marca que criei na fachada de um prédio; é um sentimento de orgulho próprio. Não penso que sou melhor que outros por isso, até porque o que menos faço é olhar se fulano ou ciclano tem mais likes que eu, se o colega de faculdade ganha mais que eu, se o diabético tal tem melhor controle que eu, se sou mais ou menos diabética que fulano que tem a doença há muito mais tempo que eu.

Meu orgulho próprio vem por saber que eu tracei um longo caminho para chegar até aqui, e vou continuar batalhando para melhorar a minha pessoa e para que outras pessoas consigam se aceitar. Jamais imaginaria que aquela guria assustada por receber um diagnóstico de uma doença crônica estaria aqui hoje, dedicando horas de seu dia e os anos de estudo de faculdade para fazer textos e artes para uma causa, sem receber um tostão por isso, mas se sentindo a pessoa mais rica do mundo ao ver alguém dizendo: que legal, estou adorando sua página.

Qual o mal em ter orgulho próprio? Já ouviram dizer que a gente precisa se amar primeiro para que alguém possa amar a gente? E amar a si próprio não significa querer ser melhor que o outro, e sim melhorar a si mesmo a cada dia.

Da onde essa filosofia toda? Da minha fase em que repito diariamente: isso é teu, não é meu. Essa raiva é tua, não é minha. Essa briga é tua, não é minha.

Aprendi que preciso aceitar as pessoas como elas são, mas não sou obrigada a conviver com quem me faz mal. É muito ódio para pouca timeline, afinal, tudo na internet morre em três dias.

Obrigada a todos que acompanham meus posts, seja pela página do Facebook, pelo blog ou pelo Instagram. A grande verdade é que vocês me ajudam mais que eu ajudo vocês.

Como diria Usui em sua filosofia: apenas hoje...

Gratidão!

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© 2017 por Daniela Olmos