Mas o que é ser NORMAL?


Oi meu povo querido!

Estou aqui, hoje, para agradecer; agradecer os likes, compartilhamentos, críticas e elogios que recebi nesse 1 ANO DE BLOG. Siiiim, hoje, 1º de junho, faz 1 ano que dei a cara à tapa, que tomei coragem de expor minha vida em textos e postagens.

Não, eu nunca tive vergonha de dizer que eu tenho diabetes, mas mostrar para o mundo a forma como eu lido com a doença, dá margem para que eu seja julgada, criticada e até vaiada – e isso não é fácil para uma leonina como eu.

Porém, o que eu não sabia é que me abrindo para o mundo, eu me sentiria tão normal. Nesse 1 ano conheci MUITOS diabéticos, conheci pessoas maravilhosas, assim como conheci pessoas que não lidam bem com a doença, e nesse período, formei a AND, que ajudou muito a melhorar muito meu tratamento. Esse contato com outros DM1 me trouxe conforto, agora vejo um número ruim no glicosímetro, não me sinto a pior pessoa do mundo, não tenho aquela frustração gigante, me sinto NORMAL.

Mas Dani, você acha que é normal ter diabetes? Ter que estar sempre preocupado se está saindo de casa com todo kit de sobrevivência (insulina, glicosímetro, agulhas, doces...)? Ter que aplicar insulina pra comer? Ter que ter disciplina 24h por dia? Sim, porque esse é o MEU NORMAL.

Nunca gostei de me comparar às outras pessoas – aquela velha frase de mamãe "você não é todo mundo" – pois cada indivíduo tem sua normalidade e cada pessoa lida com a diabetes de uma forma; mas eu vejo que desde o momento que eu decidi aceitar que eu tinha diabetes e precisava cuidar da minha saúde por causa dela, eu adaptei meu dia a dia à ela e esse passou a ser meu cotidiano.

Tem dias que bate aquela bad de que eu queria ser "normal", porque na nossa cabeça, o normal é aquele sentido matemático de maioria, daí vem a questão: O QUE É SER NORMAL?

Normal é comer Miojo e nuggets no almoço? É comer pizza até doer a barriga? É comer um BigMac de lanche na tarde? É não ter fôlego nem para subir escadas?

Talvez a gente precise rever nosso conceito de normal. E é isso que eu quero passar com meu Blog. Por que normal não é ter meu estilo de vida? Com horários, regras e disciplina?

Talvez, se meu normal fosse o normal da maioria, não estaríamos nos encaminhando para essa sociedade cheia de doenças. Sim, comer é bom, eu amo comer, adoro uma lasanha. Mas comida nada mais é que fonte de energia pro nosso corpo, é isso. Nós transformamos comida em conforto e felicidade, e aí que está o problema, porque nossa felicidade não pode ser guiada pela comida.

É nisso que eu me apego e é nessa filosofia que encontro meu conforto. Vou mostrar que meu normal é o normal de quem se ama e preza pela própria saúde. É nisso que eu penso toda vez que tenho que parar no meio de um treino pra medir minha glicose enquanto a maioria continua levantando seu halter, é nisso que eu penso quando tiro uma barrinha de cereal da bolsa no meio de uma balada para não ficar tanto tempo sem comer, é nisso que eu penso quando sento para almoçar com meus amigos e vejo todos com uma friturinha no prato e eu só tenho saladas, carboidratos integrais e proteína no meu. Até porque seguindo essa escolha de vida, eu aprendi a apreciar mais a comida, a saborear mais aquele aipim frito.

Pra mim, não é normal colocar lente de contato todo dia, para minha prima é. Para mim, não é normal colocar um aparelho de audição ao acordar, para muitas pessoas é. Para mim, não é normal deixar de escovar os dentes depois de comer, para um europeu é. Para mim não é normal viajar para a Disney todas as férias, muito menos ter um pônei. Para mim, é normal sair de casa e verificar se estou levando meu kit de sobrevivência. E isso me faz menos que os outros? Me faz diferente dos outros?

Vamos juntos repensar o conceito de normalidade.

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© 2017 por Daniela Olmos