I Mateada Diabética - Porto Alegre

Ter o diagnóstico de uma doença crônica não é fácil, especialmente de uma doença com tantos mitos como é o diabetes. Não há quem receba a notícia de boa maneira, a primeira coisa que passa pela nossa cabeça são as histórias terríveis que ouvimos de pessoas com complicações, pessoas que sofreram, pessoas que não levaram sua vida como todas as outras. Em 2012, eu tive o diagnóstico dessa monstruosa doença e por um tempo pensei que jamais seria a mesma pessoa, que tudo mudaria.

Meu dia a dia mudou nada, continuei fazendo tudo que eu fazia antes – academia, trabalho, baladas, jantares, formaturas, casamentos – e minha essência permaneceu a mesma. Contudo, um mundo novo se abriu para mim, um mundo que jamais imaginei que faria parte. Durante três anos como diabética, vivi minha vida "sozinha", não tinha contato com outros DM e nem fazia muita questão, achava que era autossuficiente.

Erro feio! Não somos autossuficientes, e se guardamos tudo para nós mesmos, vamos nos cansando e nos sentindo sufocados. Foi só quando comecei a fazer postagens nas redes sociais, quando criei o Blog, quando entrei para a Academia dos Novos Diabéticos, que entendi como conviver com pessoas que tem a mesma patologia (detesto chamar de doença) traz qualidade de vida pra gente.

Só quem passa pelas mesmas situações que você pode entender sua angústia, suas aflições, seus medos e suas alegrias em simplesmente ver um "numerozinho" num aparelho.

Ao entrar para o mundo do diabetes, eu comecei a ser instigada por outros blogueiros e por leitores, eles pediam para que eu promovesse encontros, fizesse eventos; participei de eventos em SP e BH e sempre me perguntando "porquê não tem isso no RS?". Bom, temos a maravilhosa corrida do ICD, mas é apenas uma vez ao ano e não é um encontro, é uma corrida beneficente. Não temos algo promovido de DM para DM. Pois então, assim como não tinha muitas pessoas falando das coisas boas do diabetes na internet, criei o Blog, também não tem ninguém promovendo nada de diabetes no Sul, vou por a cara a tapa e fazer eu mesma!

Chamei a Gabi, que tem uma página no Facebook – Tipo Diabética – e faz parte da Academia dos Novos Diabéticos comigo. Juntas, criamos a MATEADA DIABÉTICA.

Pensamos que meia dúzia de pessoas acreditariam na nossa ideia e compareceriam no evento, quando vimos o nosso pequeno encontro informal, se tornou um evento com mais de 100 participantes de várias cidades do Estado.

Somos uma comunidade, diabéticos se comunicam pelas redes e vão espalhando para o resto do clã. Foi assim que a Drª Luciana Schreiner ficou sabendo do evento entrou em contato comigo e logo já tínhamos apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes. Aí ficou fácil conseguir apoio da Abbott, do FreeStyle Libre, da NovoNordisk, da Secretaria de Saúde do Estados e de outros apoiadores locais que foram maravilhosos para gente.

Começamos a Mateada às 15h no Parque Farroupilha (Redenção), tivemos rodas de chimarrão com direito a quitutes feitos por mim (esses bolinhos que estou sempre postando receitas) e pela Gulowdices Lowcarb, tivemos muita conversa e tivemos sorteio de brindes.

Quando dei por mim, já era mais de 19h e eu estava lá, conversando com pessoas que jamais fariam parte da minha realidade se não fosse o diabetes. Terminei o evento com sensação de dever cumprido, com gostinho de quero mais e com data para a próxima Mateada marcada para o próximo semestre em 2017.

A todos que foram ao evento, minha enorme gratidão, o encontro não teria sido o mesmo sem vocês.

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© 2017 por Daniela Olmos