Diabetes e vida social


Diabético tem vida social? Como ele vai participar de um evento, beber, comer e dançar até o sol raiar? Diabetes não me limita, eu cuido da minha saúde e do meu corpo para que eu possa aproveitar todos os momentos bons da minha vida! Ontem, tive o prazer de ser madrinha de casamento da união da minha melhor amiga com meu primo, perante mais de 200 pessoas, entrei na cerimônia com um Libre no braço e um sorriso no rosto. Não penso que diabetes seja um fardo, na verdade, esqueço que tenho essa patologia, ela já faz parte dos rituais que faço automaticamente: senta para comer, coloca o guardanapo no colo, mede a glicose, aplica insulina e come; termina de comer e vai pra pista de dança, mede a glicose e toma um copo de água; garçom oferece uma taça de espumante, pego, bebo, meço a glicose; vou para a mesa de doces, escolho os de minha preferência, meço a glicose, aplico insulina e como. Entre uma dança e outra, alguém pergunta o que é aquilo no meu braço: com um docinho na mão e o Libre na outra, mostro o gráfico e explico o que é diabetes tipo 1 e como aquilo me ajuda a controlar minha glicemia, aproveito para conscientizar as pessoas sobre sua própria saúde e cuidados que devemos ter com nosso corpo. Vergonha e limitação não tem lugar na minha vida, sou a mesma pessoa com ou sem uma diabetes tipo 1, a Dani que chora em todos os casamentos, a Dani que adora espumante, docinhos e dança, a Dani que fica até o final da festa para "varrer o salão", a Dani que é muito mais que uma doença.

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© 2017 por Daniela Olmos